Home // 2013 // February

Como não dormir em aulas em vídeo

O que você quer aprender, na Internet tem vídeos ensinando. Matemática, biologia, leis babilônicas, como fazer pizza de chocolate, tem tudo lá. Gosto de aproveitar essa cornucópia de recursos — frequentemente gratuitos — para estudar continuamente.

O difícil é prestar atenção. Natualmente, nas aulas em vídeo os expositores falam no mesmo ritmo em que falariam numa aula ao vivo… devagar… aí começo a pensar noutras coisas… divagar… “divagar” lembra “devagar”… que outras palavras se parecem e como se associam?

Qual era o assunto mesmo?

Quando dou por mim, estive pensando noutras coisas a maior parte do tempo e perdi o que o palestrante estava falando. Droga, tenho de começar de novo. Agora vou prestar atenção… até que divago novamente.

Acabo de encontrar aqui uma solução para este problema. O objetivo de Scott era assistir às aulas mais rápido, então ele as baixa em MP4 e as assiste com o software VLC no dobro da velocidade normal. Só que isso tem o feliz efeito colateral de tornar as aulas menos sonolentas, com menos estímulos e oportunidades para divagar.

A experiência tem sido ótima. Além de ganhar tempo assistindo às aulas em menos tempo, só preciso assistir uma vez, já que presto atenção o tempo todo.

Claro que alguns conceitos são difíceis de digerir mesmo e exigem mais tempo. Para isto existe o botão de pause do tocar de vídeo, uai.

Diferença entre Ciência e Engenharia

Em The Art of Doing Science and Engineering, Richard Hamming faz uma interessante distinção entre Ciência e Engenharia:

Em Ciência, se você sabe o que está fazendo, então você não deveria estar fazendo. Em Engenharia, se você não sabe o que está fazendo, então você não deveria estar fazendo.

É algo para ter em mente. Tenho duas vidas paralelas: como pesquisador e como provedor de soluções. Da mesma maneira que um pesquisador que só faz o que sabe é irrelevante, um profissional contratado para prover uma solução para uma empresa é desonesto se tenta fazer o que não sabe.

Profissionais de TI frequentemente cometem o pecado de prejudicar o cliente ou empregador, aproveitando seus projetos para experimentar. Fico triste em constatar que eu mesmo já cometi esse pecado mais de uma vez.